Pausa para um miado!

23 mai

Quando eu era pequena, junto com várias outras profissões como cantora e apresentadora, eu queria ser também veterinária. Quando eu percebi que junto das lambidas e abanos de rabo eu teria que lidar com injeções e notícias tristes, eu desisti. Ainda bem, porque a coisa comigo é com humanas mesmo. Bom, mas essa introduçãozinha é só para dizer que eu adoro animais, peludinhos, com ou sem rabinho, patinhas fofas, piados, miados, latidos e mugidos, essa coisa toda. Quando eu era pequena eu morava em uma casa bem grande, junto com os meus pais e 4 cachorros. As 3 fêmeas ficavam na área de trás e o Pingo dentro de casa. Era o meu xodó, coisa linda! Também ajudávamos a cuidar do Chuchu, que ficava na rua mas era de todos,  e durante os anos que moramos lá recebemos temporariamente vários gatinhos e cãezinhos. O tempo passou e todos foram nos deixando e agora moramos em uma casa muito menor, sem condições muito confortáveis para um amiguinho. O problema maior nem é esse, porque né, com um apertinho tudo se ajeita, mas eu tenho uma mega alergia a pelos, desde que eu era pequena. Confesso que, na alegria de brincar com o Pingo eu nem lembro dos momentos alérgicos, mas hoje em dia sempre que vou na casa de algum amigo que tem um bichinho eu sinto os terríveis efeitos, como os espirros, a coceira na garganta e nos olhos, parece que tem uma bola de pelos na garganta e areia nos olhos, é terrível!

Mesmo com o pensamento de que não dá pra ter um animalzinho pelo menos por enquanto, eu ando querendo horrores um gatinho. Outro dia eu bisbilhotava o facebook a toa quando me deparei com essa mensagem da ONG Adote um Gatinho. Sei que els são super sérios, e fiquei muito triste com a situação, imagine só você lutar tanto por uma causa tão bonita, peludinha e bigoduda e começar a ver as coisas escorrerem pelas mãos e irem perdendo as esperanças. Me senti ainda mais mal quando pensei que eu aqui, procrastinando no facebook com a bunda na cadeira não estou fazendo nada pra ajudar. Bom, não podia adotar pelas condições que eu disse ali em cima, resolvi então virar madrinha de um dos gatinhos, algo tão fácil, tão em conta e que me deu uma felicidade imensa! Explico: doando uma quantia mensal (no mínimo de R$30,00) você apadrinha um gatinho. É quase como se você estivesse cuidando dele de longe, e o mais lindo é que, além de você estar ajudando um gatinho a ter uma vida mais confortável, de 2 em 2 meses a ONG te envia fotos e uma cartinha do seu afilhado! É muito amor!! Mal posso esperar para receber as fotos do DaVinci!! *-*

Bom, pra quem quiser saber mais, o site da ONG é esse aqui, com todas as informações de adoção, apadrinhamento e outras formas de ajudar, mesmo que seja com bem pouquinho! Ah, eles também tem uma lojinha com produtos lindos e uma área do site reservada para prestação de contas, com os produtos comprados e doações feitas.

Espero que esse singelo post possa ajudar em algo também!

Beijos e miados!

 

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Brrrrrrr!

16 mai

Não sei daí de onde vocês estão lendo, mas digo que aqui em casa o frio chegou pra valer. Como tem dias em que eu nem coloco o nariz pra fora da janela, o frio é ainda maior aqui o que tchan tchan tchan, é perfeito para o assunto do dia que é a continuação dos filmes de 2012. Para mim, filme é gostoso em qualquer época do ano, mas com esse tempinho é ainda mais gostoso!

Os Vingadores. Dei sorte, fui cedo, comprei ingresso logo e não enfrentei a fila do final do mundo para ver. E ainda consegui ver legendado. Não sei que onda é essa agora em que todos os filmes ou são 3D, ou são dublados, ou são as duas coisas. Bom, a questão é que: não tinha como ser ruim, sério, não tinha! Tem ação, tem humor, tem super herói e tem homem bonito pra tudo que é lado. Sério, pra quem gosta de ação super heroica, é um prato cheio! E finalmente meu deus, finalmente fizeram um Hulk que presta com o todoamor Mark Ruffalo!

Histórias Cruzadas. Tem várias resenhas ótimas sobre esse filme por aí, eu só quero dar a minha humilde opinião de que é um filme muito bom mesmo. As interpretações estão perfeitas, na medida para te fazer sorrir e chorar (ao menos lacrimejar). Não querendo aqui entrar na questão do preconceito e nem entregando o ouro do filme, eu só digo para prestar atenção nas roupas e adereços incríveis usados ( a história se passa nos anos 60 ) e nos cenários, nas casas, tudo impecável!

A Filha do Mal. Ok, algo precisa ser dito aqui. Eu detesto filme de terror. Odeio. Não vejo nenhum. Acabei indo na estreia desse, cheio de adolescentes saídos da aula de matemática gritando horrores no cinema só para compensar o fato do meu namorado ter ido comigo ver A Bela e a Fera. Mas né minha gente, A Bela e a Fera é uma lindeza e nem se compara com isso! Posso dizer que eu  detestei o filme, ou melhor as partes que eu vi (porque grande parte eu fiquei de olhos fechados) e ainda saí puta com o final.

Minhas Tardes com Margueritte. É um filme simplesmente adorável. Imagina a França, uma senhorinha de uns 80 anos, o Gerard Depardieu fazendo um cara ingênuo e essa velhinha ensinando-o a ler. Filme super sensível e encantador, vale cada pedacinho e cada lágrima!

:)

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Ok Computer

7 mai

Eu ando passando muito tempo na internet, ou ao menos com o pc ligado. Já contei para vocês que me formei, mas junto com a formatura vieram uma série de desencontros eu me encontro agora no mais doce desemprego hahaha. Eu tento ver o lado bom de tudo, por isso agradeço pelo tempo que tenho passado com meus pais e namorado, pelo tempo que eu estou tentando para me reorganizar e ficar de bobeira vendo seriado numa terça a tarde. Mas eu fico extremamente inquieta não não estou trabalhando. E muito mais ansiosa do que eu já sou. Por isso o computador ligado o dia inteiro, afinal você nunca sabe quando um email de boas notícias vai chegar.

Bom, era sexta a noite e eu desliguei o pc para jantar. Voltei e ops, ele não tinha desligado, será que pela milésima vez eu tinha esquecido de clicar no Shut down? Qual não foi minha supresa quando eu percebi que o pc tinha travado e um tela azul muito louca tava aparecendo. Bom, desliguei forçadamente e liguei de novo. Ou ao menos tentei ligar. O diabo não ia. De jeito nenhum. Ou travava num verde igualmente louco ou nãos e dava ao trabalho de faezr muito esforço. Até que, ufa! Consegui ligar. E aí qual não foi minha supresa novamente quando AIMEUDEUS cadê tudo o que estava no E: assim como o próprio E:?? Lá só estavam minhas fotos, meus trabalhos e tudo o que eu consegui reunir em anos de uso de computador. E vocês devem ter pensado, ahhh Yule, você é virginiana, organizada, deve ter feito backup de tudo né? E eu respondo, fiz! Só que não :P

Pois é, eu não tenho backup de nada ( por enquanto, porque depois dessa eu aprendi) e pra encurtar a história, meu namorado descobriu que um dos HDs estava zuado e como ele entende dessas coisas conseguiu salvar tudo sem problemas no outro. História com final feliz, mas eu fiquei tão atordoada nos últimos 2 dias e meio achando que eu tinha perdido tudo que eu parei para pensar.

Fiquei tão desesperada achando que eu tinha perdido as minhas fotos, como se eu tivesse perdendo junto pedacinhos de vida. Bom, minhas fotos são de fato importantes e tem toda uma relação com o meu trabalho artístico, mas é bizarro pensar nessa afeição por dados digitais. Fazem tão parte da vida mas podem sumir num erro bizonho do computador.

Fiquei pensando em quanto a nossa vida está atrelada ao lado de lá da tela, quando todas as pessoas normais e saudáveis e que escrevem textos cool que nos fazem pensar dizem que na verdade a vida está do lado de cá e a gente tem que sair do pc para vivê-la. Não digo que essas pessoas estão erradas, mas quando você percebe que as fotos daquela viagem podem ter sumido para sempre é um desespero enorme, quase que como se a sua memória daquilo também fosse deletada junto.

Bom, eu não quero chegar a conclusão nenhuma aqui, só queria compartilhar com vocês essa sensação tão desconfortável.

Uma ótima semana para todos e prometo que farei backup de tudo!

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A difícil arte de ser fã

2 mai

Ao longo desses 25 anos eu acumulei muitos ídolos. Na infância por exemplo, fui na casa da Mara (que era quase minha vizinha!) tentar vê-la e já fiquei em muita porta de hotel mendigando uma foto com as Chiquititas. Na adolescência, meu amor era do Marcos Mion, o que me rendeu algumas horas na MTV tentando uma foto ou um autógrafo. Mas tem um tipo de fã que é o mais difícil, que mais sofre. É aquele que se dedica a ir em shows de seus ídolos. Porque sim, ir a um show é um misto de felicidade e sofrimento, quase em porções iguais.

Meus primeiros shows foram tranquilas apresentações das Chiquititas e Sandy & Jr. Aí a pré-adolescência veio e com ela, aquele Backstreet Boys num Anhembi lotado em que eu não encontrava a minha mãe na saída e estava morrendo por um banheiro me mostraram que a partir dali a vida musical não ia ser fácil. Vi Five virando Four e Westlife em uma casa de pagode na zona leste. Mas aí  eu cresci e um Coldplay não tão mega quanto hoje num tranquilíssimo Via Funchal quase me enganaram. Derrubaram cerveja nas minhas costas no Chili Peppers, meu primeiro show em estádio, e quase perdi as minhas forças durante abertura do Detonautas no show do Silverchair. Virei a zicada dos shows, cujos ingressos se esgotavam na hora em que eu ia comprar ou eram cancelados.

Estava quase desistindo dessa vida quando a Alanis Morissette diva diva resolveu aparecer por aqui. Na volta, nos perdemos e chovia torrencialmente, a mesma chuva que resolveu aparecer assim que eu coloquei de novo meus pés no Anhembi para mais ouvir do que ver os meus amados Oasis (show em que eu tive o azar de parar numa rodinha maconheira conversadora, poxa, conversar no meio do show, amigo??).

Achei que já tinha dado né, nada de pior podia acontecer até que veio o fatídico Guns N’ Roses. O show, marcado por volta das 21h30 tinha milhões de bandas de abertura, mas elas, incluíndo o Sebastian Bach, respeitaram o horário. O mesmo não pode ser dito do nosso divo Axl, que entrou no palco por volta das 00h40 quase ameaçou sair e terminou por volta das 04h00. Minha mãe coitada, ficou me esperando e arrumando uma birra eterna com o Guns hahaha.Para compensar, vi o Deus Paul sem maiores contratempos e com muito amor no coração!

Minha primeira investida sem a carteirinha de estudante veio com o Morrissey esse ano. 200 reais para mim é um absurdo, mas eu não podia deixar ele passar! Sofri com o lugar, morri de calor e eu, que tenho 1,77m me estiquei toda para ver alguma coisa, mas ahh como valeu a pena!

Essa vida não é fácil. Os ingressos estão cada vez mais absurdos, assim como as taxas de inconveniência, e São Paulo não dá a mínima condição de deslocamento nesses eventos. E eu nem comento sobre grandes festivais que eu não me arrisco a ir. Perdi Foo Fighters, o preço era inconcebível para uma recém formada sem emprego, e a ideia de chegar cedo, ouvir trilhões de bandas que eu não gosto e ficar esmagada na multidão não me atraíram.

É com esse misto de sofrimento e muita muita alegria, que eu deixo vocês com o link do show completo do Moz aqui. E sabendo que o anúncio do Franz Ferdinand (que me fez passar mal de calor em 2010) de graça no final do mês aqui vai me trazer mais momentos de  felicidade sofrida!

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Retomando…

29 abr

Aproveitando esse domingo ventoso para colocar em dia a lista de filmes de 2012! Claro que a essa altura do ano a lista já virou uma bagunça na minha agenda (porque não colocar em sequência e em páginas próximas, Yule??) e a lista de “quero ver, preciso ver” já dobrou, então vai ficar tudo bagunçado jutando antigos com novos, mas vamos lá!

Melancolia. Bom, antes de mais nada eu preciso dizer que eu não sou conhecedora desses diretores cults. Então ser ou não do Lars von Trier não fez diferença nenhuma para mim. O filme me chamou a atenção por que eu adoro a Kirsten Dunst e por que me pareceu ter lindas imagens. Não vou contar a história por que não sou boa com sinopses, mas digo que além da Kirsten em seu melhor papel, ainda tem a Charlotte Gainsbourg sendo toda maravilhosa. Achei linda a cena que faz referência a essa imagem da Ofélia e pirei na trilha sonora, clássica, de Richard Wagner. Eu sei que música clássica não é muito o costume que a maioria de nós temos, mas ela me atinge de uma maneira muito especial. Acabo ouvindo com o corpo também e me emociono muito. Tudo fica mais dramático e humano com música clássica. Enfim. O filme mexeu muito comigo, especialmente da metade pro fim. Como se o planeta Melancolia tivesse passado por aqui também. Eu recomendo mas não para dias como hoje, frios, cinzentos e propensos a esse estado de espírito.

Pina 3D. Desde que eu voltei para o Ballet a dança me conquistou de tal maneira que eu não sei como eu pude ficar tanto tempo longe dela. A gente fala muito sobre o poder da música, dos livros mas esquecemos do poder de comunicação e de arrebatamento que a dança tem. Confesso que não conheço nada do trabalho da Pina Bausch, mas fui ver, motivada por esse novo meio de expressão em mim e por que eu fiquei boquiaberta com o trailer. O que mais me impressionou não foi o uso do 3D, mas sim a entrega daquelas pessoas, que dançam nos lugares mais incríveis e nos mais cotidianos, como num canto da rua. Algumas sequências são mesmo de emocionar e de tirar o fôlego enquanto você ouve a respiração dos dançarinos. Lindo. Dance, dance, otherwise we are lost.

O Lorax: em busca da Trúfula perdida. Acho incrível como todos os filmes baseados em contos do Dr. Seuss tem um visual lindo e vibrante. Apesar de eu me divertir em praticamente qualquer animação, essa é bem infantil, com uma mensagem politicamente correta sobre o meio ambiente e tal. Acho meesmo um filme muito legal para crianças. Agora, os adultos felizes como eu, ficam babando no visual maravilhoso e no colorido super colorido do filme. Fora que o 3D é muito bem feito – mas é o tipo de filme que caso você não possa ver em 3D também vale a pena. Acho que eu já disse o quanto eu detesto filmes que você assiste em 2D e tem a nítida sensação de que tal cena foi feita só para justificar o uso dos óculos. Adoro as adaptações para o cinema das histórias do Dr. Seuss, e esse é mais um caso positivo!

Medianeras: Buenos Aires na era do amor virtual. Só tinha ouvido coisas boas a respeito desse filme, aproveitei o Festival Sesc de Melhores Filmes com ingresso baratinho baratinho para conferir e o filme é realmente apaixonante! Trata das relações tendo como base a cidade e a arquitetura muitas vezes sufocantes das cidades. Adoro as pitadas pop e o fato dos dois protagonistas serem totalmente desajustados. O fim, óbvio, é um pouco brusco comparado com o ritmo do filme, mas a cena é tão adorável que não compromete em nada. O local escolhido é Buenos Aires, mas a gente vive tão na era do tudo virtual que não tem como não se identificar. E não se preocupe, se você também não saber oq ue é uma medianera, o filme lá pelas tantas te explica!

Pronto, um pouco mais em dia agora!

:)

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Eu e os meus tocs.

24 abr

O post anterior me fez dar uma sumidinha. O post anterior e as minhas manias. Encontrei uma maneira mais eficiente de me organizar e de quebra ainda olhar a agenda todo dia. Faço uma lista diária nela, de coisas que eu preciso fazer com urgência. Dos itens mais bobos aos mais elaborados, de “comprar ingresso para o jogo de domingo pra o meu pai” até “não esquecer da colação de grau”. E aí que eu adoro a parte de Cultura dos jornais. E aí que desde o meio do ano passado, por causa da feliz coincidência de TCC com estágio, eu não tava lendo mais nada. Minha mãe guardava, com toda a paciência os cadernos não lidos. Estamos em abril e vocês podem imaginar a pilha enorme que estava se formando num canto da cozinha. Acabar de ler aquilo – e resolver os sudokus – virou item emergencial da minha lista, por isso atrasei o blog e aimeudeus, atrasei e muito American Idol.

Sim, eu sei, sou doida, cheia de tocs e manias.

Bom, pilha terminada, estou correndo atrás do resto!

Só posso dizer que nesse hiato eu:

*Vi a coisalindamaravilhosa do Morrissey, fato que vai render um post.

*Fui de graça ver o fofinho do Joe Cocker *-*

*Fui para a praia tomar raspadinha

*Colei grau e agora estou oficialmente formada!

*Ainda não arrumei um emprego e…

*Vi Titanic 3D hahahahahahahaha

Enfim, to de volta e logo para atualizar a lista de filmes de 2012.

:)

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Sobre resoluções e como levantar a bunda da cadeira

5 mar

Acho que esse é o primeiro ano em que as minhas resoluções de ano novo sobrevivem por mais tempo. Fico até impressionada em como eu estou conseguindo ser disciplinada, ou melhor, como eu percebi que as mudanças me fariam bem. Desde dezembro não compro uma peça de roupa. Não pretendo virar a moça linda do blog Um ano sem Zara, mas senti que precisava de um freio. Aliás, a moça linda do blog conseguiu completar um ano. Não nego que meus dedos de vez em quando coçam querendo comprar alguma coisinha, e bom, se eu fosse a moça linda do blog, talvez eles não coçassem tanto porque com o guarda roupa que ela já tinha, eu já ficaria babando por um bom tempo. Mas dei um tempo primeiro porque, mesmo doando várias coisas, meu guarda roupa está abarrotado de roupas. Percebi que às vezes usava uma peça uma vez por ano só. Depois porque eu estou sem trabalhar e definitivamente não dá para pensar em gastar com roupa num momento desse. Tem sido um desafio interessante. ganhei um suéter fofo do meu namorado nesse tempo, um prêmio pela minha força de vontade. Continuarei atualizando vocês da minha situação!

Estou fazendo exercícios físicos regularmente e tomando refrigerante apenas uma vez por semana e olhe lá. Parece bobo e limitador, mas criei dias fixos de fazer as coisas. Quinta, por exemplo é dia de depilação, sexta de fazer as unhas, uma maneira de continuar com tudo nos trilhos.

Agora, uma resolução constante sem prazo para terminar é ter a coragem de levantar a bunda do sofá, cadeira, cama e fazer o que tem que ser feito. Estou tentando resolver as coisas assim que elas chegam para mim (por exemplo, guardar a pilha de roupas assim que elas estejam passadas, ver tal site assim que pegar o endereço e por aí vai.) Tenho um mundo de coisas para fazer na minha escrivaninha. Coisas que simplesmente se acumularam por preguiça, falta de tempo ou às vezes por receio e medo (por exemplo, deixar de mandar material para algum edital porque afinal “eles não vão me escolher mesmo). As coisas não acontecem para quem deixa um mundo de possibilidades na escrivaninha, e eu não posso me descuidar disso. Tenho a tendência de ser muito acomodada, e morro de medo de mudanças. Não dá. Senão não vai pra frente. Começo fazendo as coisas mais bobas mesmo, estava há meses adiando assistir Melancolia, finalmente resolvir ver hoje, uma coisa a menos na lista, um filme a menos, mais espaço para as outras coisas que precisam ser feitas, seja acabar de ver as 10 temporadas de Friends seja finalmente aprender a cozinhar ou arrumar o que há meses precisa ser arrumado.

Motivada por um monte de filmes que eu vi que acabavam lidando com isso, achei que seria bom resolver todas as pendências pessoais também. Dizer o que não agrada, agir mais com espontaneidade e com o coração e até falar praquele garoto da 6ª série que eu gostava dele, só pra limpar tudo. Claro que eu isso eu ainda não fiz, mas estou pensando bastante a respeito.

Enfim…para encerrar, deixo vocês com uma música delícia, que ficou na minha cabeça depois de assistir a um DVD só de clipes do Creedence, pérolas videoclípiticas dos anos 70!

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